Com o surgimento dos primeiros organismos multicelulares, novas modificações começam a ser selecionadas:

Na multicelularidade precisa haver coesão e algo que estabilize a célula → surge a matriz

O flagelo começa a se modificar para captura de alimentos, mas sozinho é inútil. Assim, surge uma prolongação da célula (microvilosidades) que permitem que as partículas movimentadas pelos flagelos sejam capturadas.

Exemplo: coanócito

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O que se movimenta ao redor do flagelo é apenas a água ao entorno. Assim, surgem as microvilosidades para que possa capturar as partículas.

Para manter estabilidade e estrutura, era preciso junções mais fortes → aumenta a área de contato, há o surgimento de troca de material entre as células, elas começam a se comunicar melhor entre si. Isso favoreceu um possível cenário para especialização.

As células então passam a se comportar não como uma colônia, mas sim uma comunidade. A região ciliar sempre fica na porção superior da célula para que capture partículas e distribua nutrientes para a célula. → cenário unicelular para pluricelular

(APENAS HIPOTÉTICO, MAS MUITO PLAUSÍVEL)

Acredita-se que o próximo tenha sido o surgimento de uma reorganização das camadas de células, permitindo que surgisse um fluxo de água

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Essas inversões têm suporte da embriologia, é possível perceber a mudança de direção dos flagelos no desenvolvimento embrionário de Sycon ciliarum. Acreditando então que pode acontecer o inverso desse cenário:

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Assim, surge porifera, considerado os metazoários mais basais

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Surge também as especializações da célula e aumento das camadas, o aumento disso através da evolução de formas de junção mais complexas, e uma estrutura sobre a qual as células se mantém, a membrana basal, feita de diferentes moléculas e proteínas abre o espaço para surgimento de tecidos.